A busca por imóveis no exterior deixou de ser um movimento restrito a grandes investidores e passou a fazer parte do planejamento financeiro de muitos brasileiros. Isso porque a combinação de instabilidade econômica, variação cambial, maior acesso a informações e a popularização da compra remota impulsionou uma tendência que cresce de forma consistente há mais de uma década.
O investimento imobiliário internacional é visto como uma forma de proteger o patrimônio, diversificar portfólio e construir renda em moeda forte. Esse movimento se intensificou nos últimos anos, especialmente depois da pandemia de covid-19, que transformou os hábitos de consumo, trabalho e moradia.
Entre os países mais procurados pelos brasileiros, os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar com ampla vantagem. Afinal, a solidez da economia americana, a previsibilidade do mercado imobiliário e a alta liquidez explicam parte desse fenômeno.
No entanto, a liderança norte-americana não se sustenta apenas na reputação histórica do país. Ela se apoia em dados concretos, políticas atrativas para estrangeiros e uma demanda crescente tanto para locação quanto para compra.
Ao longo deste artigo, aprofundaremos acerca das principais razões por trás desse interesse global e destacaremos porque os EUA são o destino favorito entre os investidores brasileiros. Acompanhe!
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Por que os brasileiros estão olhando para o mercado imobiliário internacional?
Um dos principais motivos para o avanço do investimento internacional é a busca por proteção patrimonial. O cenário brasileiro apresenta ciclos de volatilidade que interferem na confiança dos investidores que desejam construir patrimônio de longo prazo. O mercado imobiliário global, por outro lado, oferece opções em economias estáveis e com previsões mais consistentes de valorização. Assim, essa combinação cria uma sensação de segurança que atrai perfis variados, desde iniciantes até investidores experientes.

Outro fator importante é a diversificação de portfólio. Isto é, a concentração de investimentos aumenta o risco e limita a capacidade de potencializar ganhos em diferentes ciclos econômicos. O imóvel no exterior permite equilibrar essa estrutura, porque adiciona uma camada de proteção cambial e reduz a dependência do mercado local. Além disso, muitos países oferecem processos transparentes e simples, de modo que facilita a jornada para quem deseja explorar as oportunidades em novos territórios.
A democratização da informação também impulsiona o interesse. A quantidade de conteúdos disponíveis, o avanço de plataformas digitais e a expansão das visitas remotas têm aproximado o mercado internacional do público brasileiro. Com isso, a compra à distância, que antes era vista com receio, passou a ser uma prática comum e segura graças à tecnologia. Esse impacto é tão grande que muitas construtoras e incorporadoras americanas já anunciam produtos diretamente para estrangeiros, e esse movimento vem crescendo em uma velocidade acelerada.
Busca por proteção patrimonial em moeda forte
A incerteza econômica faz com que muitos brasileiros procurem alternativas que mantenham o valor real do patrimônio. Por isso, o investimento em dólar se tornou uma ferramenta fundamental, uma vez que reduz o impacto das desvalorizações da moeda brasileira.
Além disso, um imóvel localizado nos Estados Unidos preserva seu valor mesmo durante os períodos de instabilidade nacional. Como resultado, a constância do mercado americano garante estabilidade financeira e favorece o perfil de investidor que prioriza segurança.
Previsibilidade e segurança jurídica
A legislação americana estrutura um ambiente transparente para os investidores. As regras são claras, as etapas de aquisição são objetivas e a proteção ao comprador é rigorosa. Como consequência, esse conjunto transmite confiança e reduz os riscos durante processos de compra, venda ou locação. Além disso, os mecanismos de fiscalização são eficientes e oferecem segurança para quem tem pouco conhecimento sobre o mercado internacional. Por fim, essa combinação torna toda a jornada mais previsível, algo que muitos brasileiros procuram.
Diversificação com foco em renda
O modelo de comprar para alugar tem ganhado tração no mercado internacional. Isso ocorre porque a busca por renda em dólar atrai investidores que desejam construir um fluxo financeiro mensal e equilibrar as receitas em diferentes moedas.
Como exemplo, podemos mencionar o aluguel tradicional, a locação por temporada e os programas de gestão profissional. Em especial, as regiões turísticas dos Estados Unidos apresentam alta demanda, o que cria oportunidades consistentes e previsíveis de ocupação.
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Os Estados Unidos como principal destino dos investidores brasileiros
Os Estados Unidos já eram o destino preferido dos brasileiros antes da pandemia, porém esse interesse cresceu de forma ainda mais expressiva nos últimos anos. O país oferece um mercado maduro, transparente e altamente dinâmico.

Ainda, a economia norte-americana tem ciclos estáveis e oferece oportunidades tanto para quem busca imóveis residenciais quanto para quem procura propriedades comerciais. Essa combinação amplia a atratividade e atende perfis variados, desde famílias que desejam uma segunda residência até investidores que querem ampliar a carteira com foco em renda.
Outro ponto relevante que explica o protagonismo do país é a liquidez. O volume de transações no país é um dos maiores do mundo, o que significa que imóveis tendem a vender mais rápido e com menos complexidade. Da mesma forma, a presença de compradores locais, estrangeiros, fundos, empresas e locatários cria um ambiente seguro para quem valoriza a previsibilidade. Mesmo assim, esse comportamento se mantém em cenários de juros mais altos, o que reforça a força e a resiliência do setor.
Alta liquidez e velocidade de transação
O mercado imobiliário americano opera em ritmo intenso. O fluxo de compra e venda é constante, principalmente em cidades com crescimento populacional acelerado. Logo, o volume de transações favorece o investidor, porque reduz o período entre comprar e vender. Isso é importante para quem deseja manter a flexibilidade e ajustar a estratégia conforme o cenário econômico.
Rentabilidade acima da média mundial
A combinação entre a valorização constante e a demanda por locação garante retornos atrativos. Em regiões turísticas ou urbanas, o rendimento anual pode ficar entre 5% e 10%, o que supera a média de muitos países.
O desempenho das locações por temporada se destaca em cidades como Orlando e Miami, onde o turismo movimenta milhões de visitantes por ano. Os imóveis residenciais tradicionais também apresentam boa performance, devido à estabilidade da demanda.
Mercado preparado para estrangeiros
Os Estados Unidos possuem sistemas que simplificam a compra para quem não é residente. Os documentos bem elaborados, bancos especializados, empresas de gestão e processos digitais são essenciais para criar uma experiência fluida.
Inclusive, em muitos casos, o investidor consegue acompanhar tudo em plataformas online, o que facilita o processo de tomada de decisão e reduz a dependência de deslocamentos.
Crescimento constante das compras por brasileiros
Dados dos últimos anos mostram que houve um aumento significativo no volume de aquisições por brasileiros. O perfil do comprador é variado e inclui famílias, empresários e investidores profissionais.
Sem dúvidas, essa expansão é um reflexo direto da estabilidade do mercado americano, das taxas de retorno e do aumento do acesso a informações. Ou seja, o investidor brasileiro passou a buscar estratégias globais e encontrou nos Estados Unidos um cenário favorável para tomar decisões consistentes.
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Principais cidades e regiões dos EUA que mais atraem brasileiros

Orlando e Miami
As duas cidades concentram o maior volume de compras por brasileiros. Orlando se destaca por causa da demanda constante por locações de temporada, influenciada pelo turismo global.
Já Miami, por sua vez, conta com um mercado urbano vibrante, conectado à América Latina e com valorização acelerada em bairros modernos.
Ambas as cidades são procuradas por investidores que desejam renda em dólar e crescimento de patrimônio.
Texas, Geórgia e Carolinas
Essas regiões estão entre as que mais crescem nos Estados Unidos. Cidades como Austin, Dallas, Houston e Atlanta atraem empresas, talentos e famílias. O aumento populacional impulsiona a construção e cria oportunidades de valorização imobiliária.
Nessas áreas, o custo dos imóveis é competitivo e a demanda por locação é alta, o que favorece o rendimento mensal.
Mercados mais conservadores
Estados como Colorado, Arizona e partes da região Centro-Oeste americana oferecem estabilidade e baixa vacância. Esse perfil atende investidores que priorizam segurança e previsibilidade, especialmente aqueles que trabalham com foco em contratos de longa duração e retorno consistente.
Obstáculos comuns e como superá-los
Mesmo com o avanço do mercado internacional e o aumento do acesso à informação, muitos investidores brasileiros ainda encontram desafios ao considerar a compra de um imóvel no exterior.
Alguns obstáculos são naturais para quem está dando os primeiros passos fora do país, mas podem ser superados com planejamento, orientação adequada e o uso de ferramentas digitais que tornam todo o processo mais simples e transparente.
Falta de conhecimento sobre processos internacionais
Muitos investidores possuem interesse, mas ainda não têm clareza sobre as etapas de compra. Cada país possui regras específicas, e entender essas exigências ajuda a evitar erros.
Para isso, existem consultorias especializadas e plataformas focadas em transparência que contribuem para reduzir as inseguranças e guiar a tomada de decisão.

Câmbio e risco financeiro
A variação do dólar pode ser vista como desvantagem em um primeiro momento. No entanto, existem estratégias para equilibrar esse impacto e transformar o câmbio em benefício. Por exemplo, o planejamento de entradas, parcelamentos em moeda local e diversificação temporal são algumas alternativas.
A proteção cambial se torna ainda mais interessante quando o imóvel passa a gerar renda em dólar.
Gestão do imóvel no exterior
A administração remota pode parecer desafiadora, mas existem diversas empresas especializadas que oferecem suporte completo. Isso pode incluir serviços de manutenção, comunicação com inquilinos, organização de pagamentos e acompanhamento de ocupação e muito mais.
Esse modelo permite que o investidor tenha mais tranquilidade e uma visão clara da rentabilidade.
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O papel da tecnologia no avanço dos investimentos globais
A transformação digital vem reduzindo barreiras que afastavam o investidor brasileiro do mercado internacional. Hoje, é possível analisar bairros, comparar imóveis, acompanhar as movimentações de preços e até realizar visitas virtuais.
Diante disso, vale mencionar que as plataformas digitais se tornaram essenciais nessa jornada, porque aumentam a transparência e agilizam a tomada de decisão.
Plataformas digitais como facilitadoras do processo
Serviços especializados permitem que o comprador tenha uma experiência clara e direta. O usuário consegue acessar dados de valorização, conferir especificações detalhadas e analisar fotos em alta resolução.
Além disso, uma navegação intuitiva facilita a comparação entre oportunidades e aumenta a confiança durante a busca.
Inteligência de dados para decisões mais estratégicas
Ferramentas com análise automatizada avaliam histórico de preços, projeções de crescimento e tendências de ocupação. De modo complementar, o cruzamento de informações oferece previsões mais realistas e reduz riscos.
Assim, o investidor pode identificar as regiões mais promissoras e aproveitar ciclos favoráveis com maior segurança.
Eliminação de barreiras geográficas
A compra remota se tornou um processo comum. Isto é, a assinatura digital de documentos, a realização de videoconferências e o acesso a contratos online tornam a jornada mais simples e eficiente. Esse avanço tecnológico democratiza o mercado internacional e facilita a entrada de novos perfis de investidores.

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Tendências e projeções para os próximos anos
O movimento de internacionalização dos investimentos deve se intensificar nos próximos anos, especialmente à medida que mais brasileiros buscam segurança cambial e oportunidades em mercados consolidados.
Além disso, o avanço da tecnologia e o surgimento de novos polos de desenvolvimento ampliam o leque de possibilidades para quem deseja investir fora do país. Por isso, entender as tendências globais se torna essencial para identificar oportunidades reais de valorização e renda.
Continuidade do interesse brasileiro
A busca por proteção cambial e o desejo de diversificação sugerem que o interesse no exterior continuará em expansão. O perfil do investidor brasileiro está mais aberto para as oportunidades internacionais, especialmente aquelas que envolvem renda em dólar.
Expansão de novos polos imobiliários nos Estados Unidos
Estados que antes não estavam no radar começam a ganhar destaque. Deste modo, a migração interna dos americanos cria novos centros urbanos em regiões que oferecem qualidade de vida, oportunidades de empregos e custo de vida mais acessível. Essas áreas passam por ciclos de valorização e despertam atenção de investidores globais.
Consolidação dos investimentos internacionais como estratégia de longo prazo
O mercado imobiliário internacional deixa de ser uma tendência passageira e se torna uma estratégia consolidada. A profissionalização de serviços, o avanço da tecnologia e a abertura de novos mercados ajudam a criar um ambiente mais amigável e acessível para os investidores brasileiros.

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O interesse internacional avança e os EUA seguem como referência para o investidor brasileiro
A expansão do investimento imobiliário fora do Brasil acompanha a evolução do perfil do investidor nacional. O desejo por segurança, renda em moeda forte e diversificação impulsiona cada vez mais pessoas a olhar para mercados globais. Os Estados Unidos ocupam posição de destaque, porque unem liquidez, previsibilidade e oportunidades em diferentes faixas de preço.
A tendência é que esse movimento cresça ainda mais nos próximos anos, impulsionado pela tecnologia, informação e plataformas especializadas. Isso indica que o investidor brasileiro está mais preparado para tomar decisões estratégicas e mais disposto a explorar possibilidades internacionais.
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